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Chuvas abaixo da média tendem a persistir e agravar seca em São Paulo
A média de chuvas em praticamente todas as estações de medição da região metropolitana de São Paulo está abaixo da média histórica para janeiro e tende a se manter assim durante todo o primeiro trimestre do ano, com exceção do posto de medição do Mirante de Santana, na zona norte da capital, que já superou a média para janeiro.
A situação se deve à dificuldade de avanço de frentes frias, vindas do Sul, e da umidade vinda pelo Oeste, originada do Atlântico e da Amazônia, condições que têm relação com a alta anômala causada pela persistência do fenômeno La Niña no Oceano Pacífico.
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Com a influência do La Niña, confirmada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a condição de seca em todo o estado de São Paulo se agrava. O estado já está em condição de seca severa ou extrema desde janeiro de 2024, com exceção do norte, com seca severa nos últimos 12 meses. As demais regiões do estado são consideradas pelo Inmet como em condição de seca extrema nos últimos 12 meses.
O ano de 2025 já foi considerado seco pelo órgão, uma vez que as chuvas de verão (2024-2025) não foram suficientes para repor o estoque de água no solo.
“No primeiro trimestre teremos chuva abaixo da média em toda a região entre a sul da mesorregião de Bauru, região de Itapetininga e região metropolitana”, disse o meteorologista Leydson Dantas, do Inmet. Ele esclarece ainda que há possibilidade de melhora a partir do segundo semestre, com o enfraquecimento do fenômeno, condição considerada 75% provável pelo National Oceanic and Atmospheric Administration (Noaa), órgão do governo dos Estados Unidos que monitora as águas do Pacífico e sua influência no clima mundial.
Também é esperado, segundo o pesquisador, uma concentração excepcional de chuvas na Região Sul do país, incluindo o litoral paranaense, Santa Catarina e principalmente o Rio Grande do Sul, além dos vizinhos Argentina e Uruguai, enquanto o La Niña mantiver força.
A situação de escassez hídrica já tem impactos de curto prazo em todo o estado de São Paulo e de longo prazo nas porções noroeste e leste, segundo o monitoramento mensal da Agência Nacional de Águas (ANA).
Os reservatórios que abastecem a capital e os demais municípios da região metropolitana estão em níveis críticos. Na medição desta sexta-feira (16), o Sistema Integrado Metropolitano, monitorado pela Sabesp, estava com 27,7% de sua capacidade, mesma quantidade de 16 de janeiro de 2016, quando se recuperava da seca histórica de 2015, e superior ao volume de 16 de janeiro de 2014.
O monitoramento da ANA no sistema Cantareira, com 19,39% do volume de seus reservatórios, é o maior manancial da região, sendo responsável por mais de 40% do volume total do sistema. O reservatório de Jaguari-Jacareí, que por sua vez detém em torno de 85% do próprio Cantareira, está com apenas 16,89% de sua capacidade.
Segundo a Sabesp, o enfrentamento da crise está acontecendo com a ampliação da captação, que aumentou no sistema Alto Tietê, que somou às suas águas o volume captado do Rio Itapanhaú, e investimentos em modernização de equipamentos e medidas para diminuir o desperdício do sistema, como tubulações, estações de tratamento e uma estação de bombeamento.
A companhia informou que tem diminuído ou cessado o abastecimento na região durante o período noturno desde o final de agosto de 2025.
Os investimentos, por sua vez, não diminuem a gravidade do momento. Segundo a própria Sabesp, em nota, “a região metropolitana de São Paulo enfrenta uma situação hídrica historicamente desafiadora”.
“A disponibilidade hídrica per capita local é extremamente baixa, em torno de 149 m³ por habitante ao ano, comparável a regiões semiáridas e muito abaixo do recomendado internacionalmente. Esse quadro se deve à grande concentração populacional e à limitada oferta natural de água na bacia”, explica a Sabesp.
Ainda segundo a empresa, “em 2025, a região atravessou uma das piores estiagens em 10 anos, com índices de chuva entre 40% e 70% abaixo da média e vazões afluentes drasticamente reduzidas”.
De acordo com a Sabesp, “os efeitos das mudanças climáticas já são evidentes, com chuvas cada vez mais irregulares, ondas de calor mais frequentes e demanda elevada agravam a escassez hídrica”.
Secas pelo Brasil
A ANA divulgou nesta sexta-feira o mapa do seu Monitor de Secas com os dados consolidados de dezembro. Houve mudança em regiões críticas no Nordeste, no norte de Minas Gerais e em Goiás, além de manutenção das condições severas no norte, centro e noroeste de São Paulo e no sul de Minas Gerais. Essas regiões já têm o que a agência considera como condições de longo prazo, com impactos na hidrologia e ecologia.
Segundo o monitoramento, que considera cinco níveis de seca, de S0 (seca fraca) até S4 (seca excepcional), na Região Nordeste houve piora dos indicadores, com avanço da seca extrema (S3) em partes do Rio Grande do Norte, da Paraíba, de Pernambuco e da Bahia, e expansão da área com seca fraca (S0) e moderada (S1) em Alagoas, Sergipe e Bahia. No Ceará, por sua vez, as regiões consideradas em seca moderada (S1) e grave (S2) também aumentaram. Houve melhora em alguns pontos, com recuo da seca grave (S2) no Maranhão, Piauí e Bahia, e da extrema (S3) no Piauí.
Na Região Sudeste a área com seca grave (S2) e moderada (S1) em Minas Gerais, e moderada (S1) no Rio de Janeiro e Espírito Santo teve aumento. O oeste e centro-norte do estado de São Paulo, porém, tiveram melhora nos indicadores, com recuo das secas moderada (S1) e grave (S2).
As regiões Sul e Norte tiveram melhora na maior parte das áreas, com recuo das secas fraca (S0), moderada (S1) e grave (S2) no Paraná, além do desaparecimento da seca fraca (S0) no Rio Grande do Sul, recuo das secas fraca (S0) no Acre, Amapá, Amazonas e Pará, da moderada (S1) no Amazonas e Rondônia, e da grave (S2) no Tocantins e atenuação da seca moderada (S1) para seca fraca (S0) no Acre, Amazonas e Rondônia.
O sul e sudoeste do Paraná tiveram avanço da seca fraca (S0), enquanto no Norte houve avanço de seca fraca (S0) no Amapá, Amazonas, Pará e Roraima.
A chuva no Centro-Oeste foi acima da média no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, ambos com algumas áreas de seca fraca (S0) e permanência de áreas com seca moderada (S1) no MS, onde houve algum avanço de seca grave (S2) no sudeste do estado.
Arsesp
A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) informou, em nota, que tem acompanhado de forma contínua a situação dos reservatórios e dos recursos hídricos no estado de São Paulo. “O atual cenário exige atenção e vem sendo conduzido com base em protocolos técnicos e preventivos estabelecidos no Plano Estadual de Segurança Hídrica”, disse.
A agência lembrou que em outubro de 2025 o governo do estado de São Paulo anunciou um novo modelo de gestão integrada dos recursos hídricos, com o objetivo de proteger os reservatórios do Sistema Integrado Metropolitano (SIM) e garantir o abastecimento da Grande São Paulo. “A iniciativa, desenvolvida em parceria com a SP Águas e a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), reforça a segurança hídrica e a sustentabilidade na gestão dos mananciais”.
Atualmente, de acordo com a Arsesp, o SIM encontra-se na Faixa 3 de Atuação, com 27,74% de reservação hídrica, e as ações de contingência em vigor, como a Gestão de Demanda Noturna (GDN) de 10 horas diárias e as campanhas de conscientização, têm como objetivo manter seus níveis nessa faixa ou reduzi-los para patamares menos restritivos. “Caso o SIM entre na Faixa 4 de Atuação (a partir de 27,53% de reservacão), e nela permaneça por sete dias consecutivos, novas medidas, como a ampliação da GDN, serão adotadas, conforme o protocolo técnico definido para a intensificação das ações de contingência”,explicou.
Sobre a recuperação de volume, a Arsesp disse que a gestão do sistema é dinâmica e depende de fatores hidrológicos e da efetividade das medidas adotadas. Nesse contexto, a Arsesp ressalta que “acompanha a situação em conjunto com a SP Águas para ajustar as estratégias sempre que necessário, garantindo a segurança hídrica”.
A Arsesp informou ainda que por meio da GDN, implantada em agosto de 2025, mais de 70,29 bilhões de litros de água foram economizados até o início de janeiro, volume equivalente ao consumo de 12,33 milhões de pessoas, população superior à da cidade de São Paulo, durante um mês.
“O estado de São Paulo conta hoje com um sistema integrado e mais resiliente de reservatórios, capaz de enfrentar períodos prolongados de estiagem. A Arsesp reforça a importância do uso consciente da água. Pequenas atitudes, como fechar a torneira ao escovar os dentes ou lavar a louça, reduzir o tempo de banho, reaproveitar a água da máquina de lavar e corrigir vazamentos, contribuem para a recuperação dos mananciais e ajudam a assegurar água para todos”, ressalta a agência.
A Agência Brasil está aberta a manifestações da ANA sobre as medidas de contingência em São Paulo.
* Matéria alterada às 19h09 para acrescentar nota da Arsesp.
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Celso Amorim: IA sob controle de poucas empresas piora desigualdades
O assessor especial da Presidência da República, o embaixador Celso Amorim, defendeu, nesta terça-feira (16), que a Inteligência Artificial (IA) manipulada por um grupo restrito de empresas, sediadas em poucos países, tem o potencial de aprofundar as desigualdades no mundo e minar os sistemas democráticos.
“É o caso das big techs que recusam qualquer tipo de regulação. Hoje vemos como algumas empresas de inteligência artificial dominam setores inteiros, inclusive em países desenvolvidos.”
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- STF dá 60 dias para big techs cumprirem regras definidas pela Corte.
- Decreto determina que big techs devem prevenir conteúdos criminosos.
- Lula alerta sobre risco de bets e big techs para famílias e democracia.
Segundo ele, diante do poder das big techs, os Estados não podem abdicar de sua legitima capacidade regulatória, “derivada do voto do povo”.
A ameaça às democracias representadas pelas big techs é tema de debates em todo o mundo, devido, entre outros motivos, à capacidade das redes socais de direcionarem o debate público, disseminarem notícias falsas em massa e impactarem o mercado de trabalho.
Amorim participa, em Portugal, da Conferência de Segurança Internacional do Forte que reúne autoridades e especialistas da União Europeia e da América do Sul. O encontro é promovido pela Fundação Konrad Adenauer no Brasil em cooperação com o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) e a Delegação da União Europeia.
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Dados e soberania
Assessor especial para área internacional da Presidência, Celso Amorim lembrou ainda que “ataques cibernéticos” são cada vez mais comuns e, por isso, é preciso investir na resiliência cibernética como condição para soberania nacional no século 21.
“Sem proteção digital, não há autonomia decisória nem confiança institucional. Os dados passaram a ser um ativo econômico, político e militar. Eles alimentam modelos de inteligência artificial, orientam decisões estratégicas e permitem monitoramento em larga escala.”
Amorim acrescentou que, um país como o Brasil, precisa estar “plenamente consciente” da importância e das implicações dos dados na economia digital e defendeu, por exemplo, a proteção aos dados do banco do Sistema Único de Saúde (SUS).
Regulação das big techs
O embaixador Amorim defendeu a regulação das plataformas digitais para alcançar um desenvolvimento tecnológico direcionado para “bens comuns”, como diminuição da pobreza, proteção do meio ambiente e garantia dos direitos humanos.
“Viver em um mundo em que há trilionários enquanto 673 milhões de pessoas passam fome simplesmente não é aceitável.”
IA como arma de guerra
O assessor presidencial ainda alertou para o risco do uso dessa tecnologia nas guerras em curso.
“O desenvolvimento de armas autônomas é um dos exemplos mais eloquentes do dilema moral que vivemos. O uso da força letal fica cada vez mais impessoal, sem risco iminente ao operador. O sentimento de culpa perante a morte e a destruição desaparece.”
Para o embaixador, o uso da IA na guerra deve ser motivo de grande preocupação no contexto geopolítico atual, “em que o constrangimento ao uso da força deixa de existir”.
Ao citar o uso das tecnologias nas guerras no Oriente Médio, ele acrescentou que o Brasil deve “investir na defesa” para “garantir nossa capacidade de dissuasão”.
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Sabesp demite funcionários após vazamento de gás no centro de SP
A Sabesp demitiu dois funcionários e suspendeu outros sete após apuração sobre vazamento de gás no bairro da República, centro de São Paulo, ocorrido no dia 4 de junho.
A empresa anunciou, ainda, nesta segunda-feira (15) a criação da Diretoria de Segurança Operacional, a unificação das áreas de Engenharia e Operações, e a divisão da área de Clientes e Tecnologia em duas diretorias distintas.
Notícias relacionadas:
- Sabesp suspende obras que possam interferir em rede de gás.
- Sabesp amplia para R$ 5 mil auxílio a famílias atingidas por explosão.
- Polícia Científica conclui laudo sobre explosão de gás em Jaguaré.
“Como parte do programa de tolerância zero com incidentes nas obras, a Sabesp anunciou no início do mês de junho um conjunto de medidas de reforço dos protocolos de engenharia e da fiscalização de obras para aumentar a segurança e minimizar os impactos das intervenções na rotina das cidades em que opera”, informou em nota.
O plano de ação é dividido em três pilares:
- procedimentos de engenharia e segurança;
- intensificação de monitoramento de todas as frentes de trabalho;
- ampliação do programa de treinamento, capacitação e certificação dos colaboradores.
A empresa acrescentou que vai triplicar o número de fiscais em campo, de 200 para 600 profissionais, e ampliar o uso de tecnologia no monitoramento das obras.
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Explosão no Jaguaré
No mês passado, uma explosão matou duas pessoas e deixou outras duas feridas na Comunidade Nossa Senhora das Virtudes II, no bairro do Jaguaré, zona oeste de São Paulo. A ocorrência envolve outra obra da Sabesp.
Moradores relataram ter sentido forte cheiro de gás em suas casas cerca de três horas antes da explosão, que levou à interdição inicial de 46 casas.
O Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp) divulgou, na ocasião, nota pública de pesar e repudiou o desmonte técnico do saneamento. Segundo a entidade, é preciso apuração rigorosa e “revisão urgente de políticas de gestão que colocam em risco a segurança dos trabalhadores, a integridade das operações e o interesse público”.
“O episódio lança luz sobre um processo preocupante de desestruturação técnica e operacional que vem atingindo a Sabesp nos últimos anos, marcado pela privatização, pela redução acelerada dos quadros próprios e pela perda de profissionais altamente experientes, justamente aqueles responsáveis pela transmissão de conhecimento acumulado ao longo de décadas”, argumenta o sindicato em nota.
Privatização
A privatização da Sabesp, maior companhia de saneamento do país, foi concluída em 23 de julho de 2024, sob a atual gestão do estado, concluindo um longo processo, com pedidos de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) e acusação de desmonte por parte das representações dos trabalhadores.
O saneamento básico, ressaltou o sindicato dos engenheiros, é uma atividade complexa, cuja operação depende não apenas de equipamentos, mas sobretudo de mão de obra altamente qualificada.
“Ao priorizar exclusivamente indicadores financeiros de curto prazo, com enxugamento de equipes e substituição de trabalhadores experientes por estruturas terceirizadas e precarizadas, compromete-se esse patrimônio técnico indispensável à segurança”, destacou o Seesp.
Participante ativo no processo de audiências públicas que antecedeu a venda, o Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema) avaliou, na ocasião, que a perda de controle público seria um dos fatores decisivos, com menor peso do governo e de suas secretarias em decisões estratégicas.
O Sintaema chegou a alertar sobre as demissões ocorridas desde a privatização da Sabesp e, consequentemente, sobre o risco de aumento de acidentes pela diminuição de equipes de manutenção e resposta rápida.
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Acordo EUA-Irã promete fim da guerra; ainda há questões sem resposta
Autoridades norte-americanas e iranianas afirmaram ter chegado a um acordo para pôr fim ao conflito iniciado em fevereiro deste ano. Até o momento, entretanto, ainda há muitas dúvidas sobre como esse pacto irá caminhar. Empresas de transporte marítimo afirmam que pode levar semanas para que a confiança seja restaurada após a reabertura do Estreito de Ormuz, e questões fundamentais continuam sem resposta.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta terça-feira que o acordo para interromper o conflito entre os EUA e o Irã está “fechado” e avançando para uma segunda fase. Os detalhes ainda não foram divulgados e os dois países afirmam que uma trégua permanente ainda precisa ser negociada.
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Já o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, escreveu ontem nas redes sociais que o acordo provisório era um “passo importante” para interromper os combates, mas observou que o acordo final para uma trégua duradoura “ainda não tomou forma”.
O acordo provisório prorrogaria por mais 60 dias o frágil cessar-fogo anunciado em abril e reabriria o Estreito de Ormuz, que o Irã bloqueou desde que EUA e Israel atacaram o país em fevereiro.
Os negociadores abordariam questões difíceis, como o futuro do programa nuclear do Irã, durante a próxima fase das negociações, que, segundo o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, teria início na Suíça na sexta-feira (19), após a assinatura formal do acordo-quadro.
Mais duas questões que Trump e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, usaram para justificar a guerra — acabar com o apoio do Irã a grupos armados regionais e conter seu programa de mísseis — não devem constar na agenda dessas negociações.
O vice-presidente norte-americano JD Vance e o principal negociador do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, devem comparecer à assinatura formal na sexta-feira (19), em Genebra.
Acordo final
Os preços do petróleo caíram para novas mínimas de três meses nesta terça-feira, um dia depois de despencarem quase 5% após a notícia do acordo, embora autoridades do setor afirmem que a produção de petróleo e gás do Oriente Médio levará meses para se recuperar totalmente.
Vance disse à CNN que o memorando assinado é um “documento muito geral”. Os detalhes seriam divulgados nos próximos dois dias, segundo autoridades norte-americanas.
Os dois lados ainda enfrentam pressões após um conflito que matou pelo menos 7 mil pessoas, principalmente no Irã e no Líbano, e abalou os mercados globais de energia.
O acordo expõe Trump a críticas dentro de seu próprio partido, enquanto os líderes do Irã podem enfrentar o risco de novos protestos se não conseguirem aliviar as pressões econômicas após uma guerra destrutiva.
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