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Inscrições de estudantes na Obmep Mirim ficam abertas até 8 de junho
As escolas públicas e privadas de todo o Brasil têm até o dia 8 de junho para inscrever alunos do 2º ao 5º ano do ensino fundamental na Olimpíada de Matemática Mirim (Obmep Mirim), promovida pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa).
No caso de instituições de ensino públicas, as inscrições são gratuitas. As escolas terão que informar apenas o número de estudantes participantes da olimpíada. Não haverá inscrição nominal neste momento.
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As inscrições podem ser feitas também pelas secretarias de Educação por meio do site oficial da olimpíada, utilizando o código MEC/Inep para criar uma senha de acesso. O login será feito com esse código e a senha cadastrada no momento da inscrição.
Desde o lançamento da Obmep Mirim, em 2022, mais de 15 milhões de crianças participaram das quatro edições anteriores. Somente na edição do ano passado, foram 5,067 milhões de estudantes inscritos, mobilizando quase 35 mil escolas públicas e privadas, informou nesta quarta-feira (29) à Agência Brasil o diretor adjunto do Impa e gerente de Olimpíadas, Jorge Vitório Pereira.
A competição terá duas fases, sendo que a primeira, cujas provas serão aplicadas no dia 25 de agosto, é classificatória. A segunda etapa será em 10 de novembro. As provas são divididas em dois níveis, sendo um para alunos do 2º e 3º anos do ensino fundamental (Mirim 1) e outro para os estudantes do 4º e 5º anos (Mirim 2).
Cada prova terá 15 questões de múltipla escolha. As próprias escolas corrigirão as provas e classificarão os alunos para a segunda etapa.
Brincadeira
Os alunos ganhadores da Obmep Mirim não recebem medalhas, mas certificados digitais, equivalentes a medalhas de ouro, prata e bronze.
“A gente tem um Comitê de Provas extremamente cuidadoso que está sempre pensando no nível ao qual as questões têm que ser aplicadas. Para o pessoal do fundamental, o objetivo é mais despertar curiosidade, trazer a matemática quase como um jogo, como uma brincadeira. Então, nada de conteudismo; é usar e abusar de gráficos, de figuras, trazer elementos da realidade das crianças, para que a Obmep Mirim seja um prazer, uma brincadeira”, destacou Pereira.
O diretor adjunto disse que, a cada ano, a iniciativa conquista mais escolas para o processo de estímulo ao ensino e à aprendizagem da matemática. “Eu acho que a gente só tem a ganhar. Você traz esse elemento de curiosidade, dá material extra e interessante para os professores trabalharem com as crianças na escola. Não tem caráter de competição, mas realmente é como se fosse um jogo, uma brincadeira, e já vai aproximando as crianças desse mundo, porque a Obmep, quando vira coisa dos meninos crescidos, traz muitas oportunidades para eles.”
Além de receber medalhas de ouro, prata e bronze, os ganhadores da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) – voltada para os últimos anos do ensino fundamental e o ensino médio –, têm também acesso a programas de iniciação científica, alguns inclusive com bolsa. “E, hoje, há universidades que já estão também aceitando a Obmep como um programa de acesso para vagas no ensino superior”, salientou Pereira.
Segundo ele, ao terem contato com o universo da Obmep Mirim, as crianças menores só têm a ganhar. “É mais um caminho, mais uma porta que elas conseguem ter. E sem falar de fazer tudo isso com leveza, trazendo o aspecto lúdico, criativo, da matemática para elas, que acabam entendendo que a matemática não é um bicho de sete cabeças.”
Interesse
Jorge Pereira ponderou que, nas primeiras séries do ensino fundamental, as crianças não têm tanta resistência ao aprendizado da matemática, que é construída um pouco depois. “Então, a gente chegar nesse momento e trazer o aspecto prazeroso, criativo, o aspecto lúdico da matemática para essas crianças, eu acho que ajuda bastante. Sem falar que a gente também está conseguindo incrementar a quantidade de material a que os professores passam a ter acesso.”
O diretor-geral do Impa, Marcelo Viana, explicou que a “Olimpíada Mirim foi pensada para despertar, desde cedo, o interesse pela matemática, tanto nos alunos quanto nos professores”.
“Queremos contribuir para que o aprendizado aconteça de forma mais envolvente, estimulando a curiosidade e o raciocínio lógico dentro da sala de aula”, reforçou.
A estudante Sophia Dutra, de 11 anos, é uma das vencedoras das edições de 2024 e 2025 da Obmep Mirim. “Ela [a olimpíada] foi muito importante para o meu desenvolvimento porque tem uma estrutura muito diferente das outras provas. Tudo que o professor explica a gente consegue usar até em outras provas olímpicas”, disse a menina, que considerou a prova “divertida, legal e interessante”.
A Obmep Mirim tem apoio da B3 Social, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de promoção dos ministérios da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Este ano, o Impa fará também uma competição inédita, a 1º Olimpíada de Professores da Obmep Mirim. As inscrições poderão ser feitas no período de 4 a 29 de maio.
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Inscrições para disputar Conselho de Política Cultural vão até dia 22
Interessados em concorrer a uma vaga no Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) têm até o dia de 22 de setembro para se inscrever no processo. Os representantes da sociedade civil eleitos exercerão mandato de 2026 a 2029 e contribuirão para formulação, acompanhamento e avaliação de políticas para o setor no Brasil.
As inscrições destinam-se a artistas, produtores culturais, pesquisadores e devem ser feitas pela plataforma Vota Cultura, com autenticação pela conta Gov.br. A participação está aberta nas modalidades eleitor e candidato. A votação também ocorrerá pela internet, entre os dias 11 e 15 de novembro.
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>>O edital completo está disponível aqui.<<
Participação social
Por meio da eleição, diferentes segmentos, áreas e territórios podem participar do debate e levar ao âmbito nacional experiências, demandas e prioridades.
O Conselho é formado por 21 Colegiados Nacionais de Participação Social, que representam diferentes áreas e segmentos culturais. Cada colegiado poderá eleger até 14 representantes titulares e 14 suplentes da sociedade civil.
O processo eleitoral também prevê mecanismos para ampliar a diversidade e a representatividade do Conselho. As regras asseguram a representação das cinco macrorregiões brasileiras, participação mínima de 50% de mulheres e ações afirmativas para pessoas negras, indígenas e pessoas com deficiência.
Perfil
Podem votar aqueles que tiverem pelo menos 16 anos e comprovar, no mínimo, um ano de atuação, vínculo ou pesquisa na área do colegiado escolhido.
Para se candidatar, é preciso ter 18 anos completos, residir no Brasil e comprovar pelo menos três anos de atuação na área cultural correspondente.
Mais informações e dúvidas podem ser enviadas para vota.cnpc@cultura.gov.br.
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PF afirma que Castro recebeu adega, mansão e caviar para ajudar Refit
A Polícia Federal (PF) apontou em relatório que o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro obteve diversas vantagens indevidas em troca da atuação de órgãos estaduais em favor da refinaria Refit, a antiga Refinaria de Manguinhos. O ex-chefe do Executivo fluminense nega as acusações.
As informações constam em relatório da segunda fase da Operação Sem Refino, cujo sigilo foi levantado na quinta-feira (3) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
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Segundo o relatório, entre as vantagens indevidamente recebidas estão:
- R$ 10,5 mil em caviar;
- pagamento do aluguel da residência de Castro na Barra da Tijuca, bairro da capital fluminense;
- usufruto de uma mansão em Petrópolis, na região serrana do Rio, onde teria sido construída, sob encomenda do ex-governador, uma adega avaliada em R$ 245 mil.
O documento serviu como base para Moraes deferir 16 mandados de busca e apreensão pedidos pela PF para aprofundar as investigações.
A Operação Sem Refino 2 foi deflagrada em 14 de agosto, com o objetivo de apurar fraudes na concessão de licenças ambientais para a refinaria.
De acordo com a PF, as licenças teriam sido concedidas “à revelia das diretrizes dos órgãos técnicos competentes, além de lavagem de capitais ligada ao esquema criminos”.
As investigações buscam esclarecer “a atuação de grupos criminosos organizados em atividade no estado e suas conexões com agentes públicos”, acrescentou a corporação, em nota.
Despesas pessoais
Segundo o relatório da PF, o esquema criminoso incluía a lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, com o registro de bens de luxo em nome de “laranjas”, como forma de beneficiar e pagar despesas pessoais de Castro.
Em troca, o ex-governador teria favorecido os interesses do empresário Ricardo Magro, apontado como líder da organização criminosa responsável por corromper agentes do Estado.
A investigação apresenta mensagens extraídas de diversos celulares apreendidos, segundo as quais Castro mantinha contato direto com os responsáveis por licenças ambientais para agilizar a liberação de empreendimentos e desfavorecer concorrentes de Magro.
Moraes já determinou a prisão preventiva de Magro, mas o empresário se encontra foragido e foi incluído na lista de difusão vermelha da Interpol.
Vantagens
O relatório policial indica, por exemplo, que Castro encomendou pessoalmente uma degustação de caviares de diferentes gramaturas quando estava hospedado no Hotel Emiliano, de cinco estrelas, em São Paulo.
O preço da degustação foi R$ 10,5 mil, mas o valor não foi pago por ele, e, sim, pela empresa AC Santos Participações e Empreendimentos, de propriedade do advogado Antonio Carlos da Conceição Santos.
Apelidado como “Pipo”, o advogado é tido pelos investigadores como principal articulador da lavagem e ocultação de patrimônio do grupo ligado à Refit.
Ainda de acordo com a PF, Castro agia como dono de uma casa em Petrópolis registrada em nome da empresa Concrecasa Construções Inteligentes Ltda. O ex-governador seria o responsável por determinar a rotina dos empregados e teria encomendado ainda a construção de uma adega personalizada.
O usufruto da mansão seria uma forma de compensação em troca do favorecimento da empresa Enge Prat Engenharia, do empresário Luiz Fernando Gomes, que assinou R$ 355 milhões em contratos com o governo fluminense, segundo a PF.
Os investigadores apontam ainda como indício de vantagem irregular o fato de Castro pagar apenas R$ 10 mil pelo aluguel da cobertura em que reside, na Barra da Tijuca, valor abaixo do praticado pelo mercado na região, em torno de R$ 25 mil.
A PF aponta que o imóvel foi adquirido pela empresa J3 Real Estate Participações Ltda., por R$ 3,4 milhões, 50 dias após a pessoa jurídica ter sido criada, sendo o apartamento seu único imóvel registrado.
Defesa
Em nota, a defesa de Cláudio Castro negou “qualquer participação em esquema de lavagem de dinheiro, recebimento de vantagem indevida ou favorecimento a terceiros”.
Em relação aos imóveis citados na investigação, a defesa alega que “o imóvel onde reside [o ex-governador] tem contrato regular de locação, com pagamentos comprováveis. O imóvel utilizado em Petrópolis também era alugado e o contrato já foi encerrado”.
Sobre o caviar, a nota da defesa diz que “o episódio ocorreu mais de 30 dias após Cláudio Castro deixar o Governo do Estado. A encomenda havia sido feita por um amigo, e ele apenas retirou os produtos em São Paulo para entregá-los, tendo consumido um deles com autorização do comprador”.
Nota da defesa na íntegra:
“Não há qualquer ligação entre os episódios envolvendo a compra e os imóveis com a Refit. São situações distintas, sem relação com a empresa ou com eventual favorecimento.
Os contatos com representantes da Refit foram institucionais e não resultaram em qualquer benefício. Durante sua gestão, o Estado adotou medidas para cobrar valores devidos pela empresa.
Também não é verdade que uma viagem do então governador a Nova York tenha sido custeada pela Refit. A viagem foi oficial, paga pelo Governo do Estado, com registros disponíveis no Portal da Transparência.
A defesa já requereu ao ministro Alexandre de Moraes que Cláudio Castro seja ouvido pela Polícia Federal para esclarecer todos os pontos da investigação e apresentar a documentação comprobatória. O pedido aguarda decisão.
Cláudio Castro reafirma que não praticou qualquer ato ilícito”.
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SP: laudo descarta suicídio e diz que policial Gisele foi assassinada
A hipótese de suicídio da soldado da Polícia Militar (PM) Gisele Alves Santana é incompatível com os elementos materiais analisados pela perícia, no âmbito da investigação do caso. As informações constam em laudo complementar do Instituto de Criminalística de São Paulo, assinado na última terça-feira (1º).
“A avaliação do conjunto de padrões de manchas [de sangue] e demais elementos objetivos identificados no local contradizem a hipótese de evento suicida”, diz o documento.
Notícias relacionadas:
- Polícia Civil afasta hipótese de suicídio da PM Gisele Santana.
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O laudo aponta ainda que houve intervenção de segunda pessoa na morte de Gisele, o que corrobora com a hipótese de que ela foi morta, e não cometeu suicídio. O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto é réu por feminicídio contra Gisele, sua então companheira, em fevereiro deste ano.
“A hipótese de intervenção de segunda pessoa resistiu ao confronto com a totalidade dos elementos objetivos examinados, não tendo sido identificado elemento material que a contradissesse”, diz o laudo.
Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça, em 18 de fevereiro, no apartamento em que o casal morava. O tenente-coronel, que estava no local, chamou socorro e reportou o caso às autoridades como suicídio. Posteriormente, o registro foi alterado para morte suspeita. A família de Gisele contestou a versão de suicídio desde o início.
O réu foi preso um mês após o crime, em 18 de março, na cidade de São José dos Campos (SP). Ele segue detido no Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista.
Em entrevista à Agência Brasil, o advogado da família da vítima, José Miguel Silva Junior, disse que o resultado não é nenhuma surpresa e que os laudos anteriores já descartavam a hipótese de suicídio.
“Desde o início, nós sempre trabalhamos com essa vertente [de feminicídio]. Os outros laudos, eles são patentes também de que a Gisele não cometeu suicídio. E a perita, ao ser ouvida, deixou claro, em viva voz, que a Gisele não teria condições de cometer suicídio”, disse Silva Junior.
O advogado informou que uma nova audiência do caso ocorrerá na próxima terça-feira (8), quando o réu deverá ser interrogado.
“A defesa do acusado insistiu em alguns pontos, fez alguns questionamentos, os quesitos foram devidamente respondidos, e [a resposta] só corrobora com tudo o que tem nos autos. Ou seja, a negativa do acusado [pelo assassinato de Gisele] está isolada nos autos.”
Histórico
Laudos necroscópicos feitos pelo Instituto Médico Legal (IML) no corpo de Gisele, ainda no início das investigações, já apontavam lesões contundentes na face e na região cervical. Tais lesões foram descritas como resultado de pressão digital e escoriação compatível com estigma ungueal, ou seja, causado por unha.
Uma testemunha vizinha disse, em depoimento, que ouviu um disparo às 7h28 do dia da morte de Gisele. Às 7h57, Geraldo Neto acionou o Copom sobre a ocorrência. Houve um intervalo de quase meia hora para o pedido de socorro.
O advogado mencionou ainda a foto da vítima com a arma na mão tirada pelos socorristas. Ele explicou que, na imagem, a vítima está com a arma na mão, o que seria incomum em casos de suicídio.
Além disso, o advogado ressaltou que três mulheres policiais foram ao apartamento do casal para fazer uma limpeza horas após a ocorrência, o que já foi confirmado em seus depoimentos.
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